Setembro Amarelo promove valorização da vida e prevenção
O Setembro Amarelo é uma ação de prevenção do suicídio que tem como ponto de partida a valorização da vida e a informação sobre o tratamento dos transtornos mentais e comportamentais. Neste ano, o Ministério Público Federal (MPF) apoia o movimento, por meio da iluminação do prédio da PGR, da veiculação de informações e de orientações pelos meios de comunicação disponíveis.
A Secretaria de Serviços Integrados de Saúde (SSI-Saúde) disponibilizou algumas informações sobre o assunto. Confira:
O que é a valorização da vida?
A questão tem diversas possibilidades de resposta, afinal as pessoas são diferentes. Sabemos que a compreensão sem julgamento gera respeito e empatia, aproxima as pessoas e fortalece os laços sociais, no trabalho e na família. Razões para viver precisam ser cultivadas e construídas todos os dias. Pequenas experiências que poderiam gerar satisfação e realização pessoal muitas vezes passam sem receber nossa atenção. Extrair significados positivos do que ocorre no cotidiano e nas relações com as pessoas é um exercício. Cuidar de si mesmo também é um exercício.
Você já se questionou sobre o que fazer para valorizar a sua vida e a vida daqueles que estão próximos de você, na família e no trabalho?
Quando pensar nessa questão for difícil ou quando não se encontrarem respostas, pode haver uma percepção de que não há razões para viver. Essa percepção geralmente está associada a sofrimento insuportável, sentimentos de desespero, desamparo e desesperança, que indicam adoecimento por depressão. A intensidade do sofrimento pode ser invisível para os outros.
É necessário procurar ajuda de profissionais de saúde mental e realizar tratamento. Procurar e aceitar essa ajuda é dar a oportunidade a si mesmo para encontrar diferentes formas de enfrentar as dificuldades, mesmo que pareçam sem solução, para então ser possível seguir em frente.
Como ajudar a prevenir o suicídio?
A prevenção do suicídio é possível quando cada um de nós ajuda a romper com o silêncio e combater o estigma e os preconceitos relacionados aos transtornos mentais e comportamentais.
A prevenção do suicídio depende do tratamento dos transtornos mentais e comportamentais, destacando-se por sua prevalência a depressão – 6% a 8% da população apresenta pelo menos um episódio depressivo a cada ano, sendo que pelo menos um episódio depressivo ocorre ao longo da vida em até 25% das mulheres e entre 10% a 12% dos homens; e os transtornos relacionados ao uso de álcool e outras substâncias¹.
Muitas vezes as pessoas não procuram tratamento ou não persistem no tratamento por sofrerem preconceito, julgamento da família, dos amigos e colegas de trabalho. Profissionais de saúde despreparados também podem agir com preconceito e dificultar o acesso adequado ao tratamento em saúde mental.
Ao ouvir alguém dizer que “não suporta mais a vida”, que “preferiria morrer”, que “se sente um peso para os outros”, que “ gostaria de sumir”, preste atenção pois pode ser um pedido de ajuda. Procure não julgar, condenar ou rechaçar o que é dito. Mantenha a pessoa como foco da conversa, afinal compartilhar esses pensamentos e sentimentos é muito difícil. Recomendamos não dar opiniões e exemplos pessoais ou soluções simples para os problemas que a pessoa relata, não tentar convencê-la de que ela não tem problemas.
Destacamos que não se deve dizer para a pessoa que ela não deve pensar daquela maneira, ou que ela tem uma boa vida. Isso faz a pessoa se sentir pior por não conseguir mudar pensamentos e sentimentos sozinha, gerando culpa.
A melhor abordagem é escutar, incentivar a pessoa a procurar ajuda profissional, e manter-se disponível para apoiar o tratamento. Portanto, é necessário procurar orientação o mais breve possível com profissionais de saúde para saber a melhor forma de apoiar seu familiar, amigo ou colega de trabalho.
¹CFM. Suicidio: Informando para Prevenir. Disponível em: http://www.flip3d.com.br/web/pub/cfm/index9/?numero=14
