Saiba como ser doador de sangue
Para ser doador de sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 Kg, não ter se submetido à endoscopia nos últimos seis meses, e não ter feito tatuagem, piercing ou maquiagem definitiva há 12 meses. Todos os doadores têm que apresentar documento oficial com foto, no prazo de validade, e em bom estado de conservação. Os menores de 18 anos devem ter o consentimento formal do responsável.
No dia da coleta, a pessoa tem que ter dormido pelo menos seis horas; deve evitar fumar duas horas antes; ter se alimentado bem, evitando alimentos gordurosos; não está usando medicamentos, além de não praticar exercícios físicos e nem ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação. O médico Rodolfo Duarte do Hemocentro de Brasília salienta que campanhas como a que está sendo realizada pelo MPF são de extrema importância. “Essas iniciativas ajudam no trabalho de fidelização de doadores e também capta novos doadores”.
Voluntariado consciente – Para o médico, “pessoas conscientes do papel do voluntariado na sociedade representam a diferença do sucesso ou não de um tratamento”. Com relação a doação de sangue, ele alerta que “mesmo com todo o desenvolvimento tecnológico, até hoje não existe um substituto sintético para o sangue e a pessoa só vai conseguir por meio de uma doação voluntária”.
O especialista destaca que a doação de uma única bolsa de sangue pode ajudar pelo menos três pessoas. O sangue é processado e dividido em hemácias, plaquetas e plasma. As hemácias podem ser aproveitadas até por quatro recém-nascidos. Já as plaquetas servem para estancar o sangramento em pacientes que passaram por procedimentos como transplantes ou outras cirurgias de grande porte. Finalmente o plasma é utilizado para a produção de medicamentos para hemofílicos, por exemplo.
O vigilante da Procuradoria-Geral da República Rodrigo dos Santos Silva é doador de sangue há cerca de quatro anos. Rodrigo conta que decidiu começar a doar sangue a partir de campanhas de sensibilização na TV e também devido ao tempo em que trabalhou como militar na Aeronáutica. “É gratificante saber que estou ajudando alguém fazendo tão pouco”, destaca.
O secretário da Secretaria de Serviços Integrados de Saúde, Adérito Guedes da Cruz Filho, também costuma doar sangue regularmente. O secretário ressalta que também resolveu iniciar as doações motivado por campanhas de conscientização. De lá para cá, a responsabilidade com o próximo o incentiva a continuar sendo voluntário.
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